Escape de urina transforma a rotina de milhares de mulheres e limita encontros, viagens e momentos de lazer
12/18/20251 min read
O constrangimento de não conseguir segurar a urina, conhecido como incontinência urinária, é uma realidade silenciosa que transforma negativamente a rotina de milhares de mulheres no Brasil. Estima-se que entre 25% e 45% da população feminina sofra com a condição, um problema que a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) afirma atingir 45% das mulheres com mais de 40 anos. Mais do que um problema de saúde, essa alta prevalência impõe limites severos: encontros são evitados, viagens são adiadas e momentos de lazer se tornam fontes de ansiedade e medo.
O medo de um "escape" em público gera um ciclo vicioso de ansiedade e isolamento social. Muitas mulheres deixam de praticar exercícios, evitam risadas mais fortes e, progressivamente, se afastam de atividades que antes lhes davam prazer. Essa limitação impacta diretamente a autoestima e a qualidade de vida.
A incontinência urinária não é um ‘preço a pagar’ pela maternidade ou pelo envelhecimento. É uma disfunção de saúde com tratamento eficaz. No entanto, o medo, a vergonha e a crença de que é 'normal' paralisam essas mulheres e as condenam ao isolamento, e o estigma em torno do tema é um dos maiores obstáculos para a busca por tratamento.
É comum que mulheres recorram a cuidados paliativos como o uso constante de absorventes íntimos, que mascaram o problema e não resolvem a causa.
Fisioterapia pélvica como caminho para a liberdade
A Fisioterapia Pélvica é um tratamento conservador, acessível e com altas taxas de sucesso no tratamento da incontinência urinária. O trabalho é devolver a essas mulheres a confiança e o controle sobre o próprio corpo. Com exercícios específicos, biofeedback e conscientização corporal, função para o assoalho pélvico é recuperada. A paciente volta a ter a capacidade de se exercitar, viajar e, o mais importante, de viver sem medo do próximo espirro ou da próxima gargalhada.
O principal recado é: não podemos normalizar o escape de urina. O tratamento da condição não só resolve a disfunção, mas também resgata a liberdade social e a autoestima comprometida pelo constrangimento.
