Cuidado ao viajar: ficar horas sentado pode prejudicar o assoalho pélvico

1/27/20261 min read

Com a chegada das férias e dos feriados, muita gente se organiza para a viagem, mas esquece de olhar para um ponto essencial: o corpo durante o trajeto.

Passar horas sentada em aviões, carros ou ônibus pode gerar um impacto silencioso no assoalho pélvico. A compressão prolongada da região, associada à vibração do veículo e à má postura, sobrecarrega a musculatura responsável por sustentar órgãos como a bexiga e o útero. O resultado pode ser dor pélvica, sensação de peso, desconfortos íntimos e até agravamento da incontinência urinária.

Quando ficamos muito tempo na posição sentada, a circulação local fica prejudicada e a musculatura pélvica tende a entrar em um estado de tensão contínua ou fadiga. O assoalho pélvico é o “chão” do nosso tronco e precisa de mobilidade. Ficar cinco ou seis horas sem mudar de posição compromete a oxigenação dos tecidos e favorece sintomas que muitas pessoas só percebem no final do dia.

Outro ponto crítico das viagens longas é o hábito de adiar o uso do banheiro. Prender a urina ou ignorar o reflexo evacuatório desorganiza o funcionamento da bexiga e do intestino, aumentando o risco de infecções urinárias e constipação após o trajeto.

A boa notícia é que a prevenção começa ainda dentro do transporte. Pequenos movimentos com o quadril, mudanças frequentes de apoio do peso e leves contrações seguidas de relaxamento já ajudam a estimular a circulação e aliviar a pressão na região pélvica. Não precisa ser nada complexo — o simples movimento consciente já faz diferença.

Manter a hidratação também é essencial. Evitar água para não ir ao banheiro pode deixar a urina mais concentrada, irritando a bexiga e favorecendo urgência urinária e desconforto.

Se após a viagem surgirem dores persistentes, sensação de peso ou escapes de urina, é fundamental buscar avaliação especializada. Viajar deve ser sinônimo de descanso — não de sobrecarga para o corpo.